O Rio de Janeiro, saiu na frente, a Lei Estadual de autoria do deputado Paulo Ramos (PDT-RJ), proíbe o uso de sacolas plásticas. Vem aí as embalagens biodegradáveis!!!! Só que empaca na infra-estrutura por trás da lei. Ora, lei sancionada, todos os mecanismos para o cumprimento da lei devem estar a disposição da população, e um dos exemplos mais paradoxais é o uso de sacolas plásticas para lixo, quer dizer se tira dos supermercados as ditas sacolas, e entra em cena as sacolas para o lixo!
O problema é simples: as normas dos condomínios e no serviço público de coleta de lixo exigem o acondicionamento do lixo orgânico em sacolas plásticas antes do despejo nos pontos de coleta. 90% das sacolas de compras são reaproveitadas pelas pessoas para o acondicionamento do lixo doméstico.
E agora José???
O governo já tem solução para o lixo doméstico SEM sacolas plásticas???
Acho contraditório continuarmos usando sacos plásticos para o lixo. Se o problema é o plástico no lixo, então não vejo lógica em acabar com as bolsas de supermercado e passarmos a comprar sacos plásticos para o lixo.
E os produtos industrializados que já estão embalados. Por que embrulhá-los duas vezes? Já para os produtos orgânicos (vegetais, carnes, etc.) existem os sacos plásticos transparentes, que são embalados para a pesagem.
O uso de fibras vegetais limitaria o uso na fabricação das novas embalagens, o que as tornam mais caras, e nos reporta à mesma discussão sobre os danos desses materiais na natureza. Um material sintético que leve 100, 90, ou 20 anos para se decompor não é necessariamente politicamente correto. Principalmente se estiver no estômago de um animal marinho. Também o processamento deste "novo" material seria mais caro, pela pouca oferta de matéria-prima.
Então, será que a verdadeira intenção de alguns defensores das embalagens politicamente corretas é meramente comercial e política? As chamadas embalagens biodegradáveis, inclusive o plástico, são bem mais caras que as atuais devido à pouca oferta de matéria prima para sua confecção. E quem é que vai pagar a conta? O consumidor. Alguém vai dizer: mas o comércio não pode oferecer bolsas de graça? Seria uma forma de marketing. Resposta: O comércio nunca deu bolsa plástica de graça. O custo está embutido e diluído no preço dos produtos. O "de graça" não existe.
Nos EUA, até hoje usam-se, majoritariamente, os sacos de papel pardo.
Na Europa em vez de latas, que dependem de coleta periódica, bocas de lixo. Através das escotilhas, os cidadãos jogam os sacos. A partir daí, começa um show de tecnologia.
Todas as bocas de lixo são conectadas a um gigantesco sistema de tubulação enterrado a pelo menos, cinco metros da superfície. Trata-se de um grande sugador, que aspira o lixo de hora em hora, dia e noite, o ano inteiro.
Todas as iniciativas para preservar o planeta devem ser PRIORIDADE, mas sem demagogia. O planeta é um só, precisamos nos convencer disso.
Enquanto não houver solução, o destino dessa lei é o mesmo de todas as outras que não são acompanhadas de infra-estrutura para o seu cumprimento, a discussão na mesa do bar, regada a choppinho. A iniciativa foi louvável, mas há que se educar o povo, há que se aparelhar o estado.
Chega de poluir o planeta e matar os animais marinhos.
Enquanto isso convoco você a fazer a sua parte, use sacolas de papel ou lonita, vá ao supermercado com caixas de papelão, e incentive as pessoas as quais o seu raio de ação permitir, quem sabe com o trabalho de formiguinha, minoremos o problema?
Seja responsável pelo nosso planeta, faça a sua parte!
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