PHOENIX61

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quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Pulando os degraus...


A veiculação da conversa no twitter dos jogadores meninos reservas do Santos com torcedores, mostra bem a falta que faz, subir um degrau de cada vez, na escada da vida , senão vejamos: ''o seu salário é quanto eu gasto de ração com o meu cachorro’’, essa frase retrata bem de onde esses meninos vieram, quem são seus pais e a educação que tiveram e o despreparo em todos os níveis ,e aí eu me pergunto até onde as famosas palmadas, educam ou não; Sou capaz de apostar que esses meninos levaram palmadas, mas será que foi com intuito de educar ou mera agressão gratuita? Penso que é momento de reflexão. Afinal como educar? Exemplos bastariam? Ninguém mostrou a eles que todo ato têm conseqüência? Que eles não podem tudo? Será que não seria o caso de se pensar, ao jogar uma criança em um redemoinho de fama, em usar ajuda profissional? Pessoas experientes ou psicólogos... Não quero entrar no mérito do projeto, se é certo ou não umas palmadas educativas, qui-lo-saberá, mas o que sabemos é que esses meninos não estão preparados para um possível sucesso, e que, um possível sucesso os fariam cometer faltas onde um cartão vermelho não seria reprimenda suficiente e levariam a conseqüências muito mais graves. (vide caso Bruno)
É claro que o caso dos meninos reservas da Vila, em si, não chega a ser tão sério. Mas é um bom alerta para que técnicos e dirigentes preste mais a atenção nesse processo que transforma garotos paupérrimos em celebridades milionárias de um dia para o outro, sem aquilo que acho fundamental, a experiência. É como subir uma escada de 3 em 3 degraus... .Psicólogos no clube e a obrigação contratual dos jogadores em se submeter ao acompanhamento deles deveria ser praxe. Cercados por um bando de puxa-sacos e interesseiros, ao contrário, nossos jovens craques estão sempre a um passo do pior caminho - em todos os sentidos. Eles estão sem parâmetros, não se importam se são as pessoas, que têm como salário o custo mensal em ração de seus cachorros, serem os mesmos que propiciam a eles gastarem esse tanto com ração, estão desrespeitando os seus patrões, porque, sim, o torcedor é o patrão iminente de um jogador, porque sem a torcida, para bater palmas por um belo lance, não estariam tão bem cotados...

Neste mesmo episódio, fica claro também a falta de respeito a um profissional mais experiente que eles, um profissional que depois de Pelé, é quem traduz melhor o Santos de hoje, Robinho, menino, moleque, travesso,pedala Robinhooooo, mas que tem no seu histórico a preservação de alguns valores que estes atores de tão triste episódio, não têm.

A pior resposta ficou mesmo por conta do técnico e dos dirigentes que minimizaram o episódio, se esquecendo de que o torcedor foi ofendido e sem traçar um plano de reação a ação desses meninos.
Lástima que ainda achem engraçadinho as travessuras dos meninos, penso que muitas vezes o goleiro Bruno também foi considerado engraçadinho.

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